Como Perdí Peso

Um blog pretensioso feito por alguém que quer perder peso.

Mês: março, 2012

Um ex-gordinho não é um magro…

Olá pessoal! Aqui estou eu, já com 17.2 kgs perdidos, mas com um bocado para perder ainda. Apesar de eu ainda não ter chegado no meu peso ideal, o caminho percorrido até aqui já me permitiu algumas conquistas tais como marcos importantes na balança, perda de roupas que ficaram largas e a saída da faixa da obesidade. Também tenho recebido muitos elogios e declarações de surpresa, principalmente das pessoas que não me viam desde meados de 2011, quando atingí meu maior peso. E isso já me traz uma enorme alegria! Sim, estou falando da parte estética, da aparência. Como já disse: vejo a perda de medidas como uma consequência, não como objetivo. Meu grande objetivo é encarar a alimentação de forma diferenciada, o que está se tornando realidade cada dia mais. Mas isso não quer dizer que eu ignore completamente o caráter estético do processo.

Por mais clichê que isso seja, por mais lavagem-cerebral-da-cultura-moderna que possa soar, estar mais magro, no caso de quem esteve muito gordo, melhora sim sua auto-estima. Não que seja preciso emagrecer para ser feliz. Mas curtir o novo visual é um ingrediente importante para manter-se motivado, sentir-se premiado, recompensado, abraçando ainda mais o desafio de alimentar-se de forma correta. Mas também é uma coisa que traz diversos benefícios práticos! Eu mesmo já ganhei de volta algumas bermudas e calças que estavam esquecidas no armário. Algumas blusas que não vestiam bem em mim voltaram para a seleção das mais usadas. Já pude ir numa loja de roupas e ter o prazer de facilmente encontrar calças número 48, já que numeração 50 ou superior era uma raridade. Enfim! Curtir esse momento é uma coisa gostosa, e merece sua devida atenção.

Mas caminhando para o título do post, é interessante perceber que o corpo de um ex-gordinho, ao emagrecer, não é exatamente igual ao corpo de um magro com o mesmo peso. Volta e meia eu comparo como estou hoje com o que já fui antes, pois tenho muito claro na minha cabeça alguns marcos que atravessei ganhando peso e agora estou atravessando perdendo peso. Noto que tenho gorduras localizadas em determinadas partes do corpo que não estavam alí anteriormente. Da mesma forma, tenho algumas estrias em locais do corpo que ganharam muito volume e aparentemente não foram projetados para isso, e essas são para sempre! E a barriguinha então? Como a sabedoria popular diz, parece ser a última a ir embora.

Mas por que estou falando disso? Estou triste? Estou decepcionado com os resultados? Não. Estou muito feliz! Mas aproveito a oportunidade para aconselhar a todos os que estão com o peso ideal ou com algum sobrepreso controlável, para que cuidem agora! Mantenham ou percam aquele pouco que passou, pois a coisa sempre pode ficar muito pior do que já está. E uma vez pior, voltar exatamente ao que era pode não ser só tocar a fita de trás pra frente. Existem marcas difíceis de perder, e algumas até impossíveis. Há os que naturalmente pensam em cirurgias plásticas, tratamentos caros em clínicas e outras alternativas hardcore para chegar no ideal estético imaginado. Pessoalmente prefiro lidar com esse processo de forma consciente e trabalhar com modelagem mental, pensando acima de tudo em ser feliz com o que tenho e com o que terei, sem criar ilusões.

Magricela com sombra de gordinhoAproveito minha lucidez sobre o processo para também lançar uma reflexão para os que estão tentando emagrecer. Os ganhos estéticos são uma consquência natural em um processo de perda do peso, mas não representam diretamente essa perda, nem a qualidade dos seus hábitos e o estado da sua saúde. Não se apegue a isso. Não crie regras ou expectativas rígidas quanto ao seus resultados aparentes. Isso pode inclusive criar uma paranóia, de modo que após atingir um peso ideal você venha a desenvolver síndromes como a bulimia e a anorexia. Sendo assim, não encare o processo de emagrecimento apenas como uma busca por medidas, e não pense que perder medidas é a mesma coisa que obter o corpo do modelo da TV. Sentir-se verdadeiramente bem com suas escolhas é o mais importante! Se escolher alimentar-se de forma diferente (logicamente de forma saudável), encontre meios para ver razão nisso sem precisar apostar num ideal de estética, uma vez que nem sempre você será recompensado da forma como imagina! Um ex-gordinho não é um magro…

Anúncios

Dica gastronômica para praças de alimentação

No post de hoje vou dar uma dica gastronômica de fast-food testada e aprovada por mim ao longo dessas 14 semanas de reeducação alimentar (até agora bem sucedida por sinal). Criei o hábito de almoçar em praça de alimentação de shopping center praticamente todos os dias de semana junto aos amigos do trabalho. Apesar de lá eu sempre ir em restaurantes self-service e não trocar o tradicional prato de arroz com feijão por nenhuma das guloseimas ofertadas pelos demais estabelecimentos, às vezes bate aquela vontade de sair da rotina. Dessa forma, elegí a sexta-feira como o dia oficial de sair da rotina, e dei uma estudada nas ofertas de alimentos dos fast-food para achar opções interessantes. Encontrei algumas opções, e vou falar de uma delas.

Muitas das vezes que quero comer algo diferente do meu querido prato basicão de arroz, feijão bife e salada, eu vou ao Spoleto, um fast-food de massas. Lá eu peço Fuzille Integrale (macarrão parafuso integral) na opção gratinado. Peço para colocar apenas o molho de tomate simples (sugo), tanto por baixo quanto por cima. Daí você pode escolher 8 ingredientes para serem misturados na massa. Para deixar bem leve, eu costumo colocar: 3 porções de palmito, 3 de cebola e 2 porções de tomate. Eles salpicam um pouquinho de queijo parmensão antes de levar ao forno para gratinar. Por fim, tempero com os ingredientes “grátis” que ficam perto do caixa, colocando um pouco de pimenta calabresa, orégano e cebolinha e acrescentando também uma colher-de-sopa de azeite. Para acompanhar, aquela Coca Cola Light Plus. Nhamy!

Analisando bem, a base do prato é uma porção de 200g do macarrão integral. Ao fim, com os molhos e ingredientes misturados, o prato passa a pesar cerca de 350g. O molho sendo só o de tomate é uma opção bem leve. Se você opta por misturar ingredientes mais light, como os que sugerí, deixando de lado queijos gordurosos, bacon, entre outros, no fim você estará diante de uma refeição saborosa, bem servida e com aquela conveniência bacana de uma praça de alimentação de shopping, e que permite que você frequente esse espaço mesmo diante do desafio de reeducação alimentar.

Nas contas de pontuação que faço pelo programa Vigilantes do Peso, o prato que descreví possui valor energético próximo ao de uma refeição tradicional do meu dia a dia. Se você quiser ter uma noção, faça um comparativo entre as calorias de uma refeição montada no Spoleto e um prato-feito genérico, acessando a seção Monte Seu Prato no site do Spoleto, e comparando com o resultado da calculadora de calorias de pratos feitos do programa Bem Estar da Globo. Um prato-feito que me atende hoje pontuou 560 calorias. O prato do Spoleto, como o descrevi acima, pontuou 615 calorias. É interessante que se você brincar na calculadora do Spoleto é possível escolher outras massas oferecidas pela casa e alguns ingredientes mais calóricos e ver que facilmente consegue-se ultrapassar a marca das 1500 calorias! Coma com inteligência, e bon appetite!